#VISTAUMACAUSA: Um manifesto do bem

September 18, 2017

Toda roupa que usamos diz alguma coisa. Buscamos sempre nos vestir com algo que corresponda ao nosso jeito de ser. Até mesmo porque toda peça ou acessório que usamos é um discurso em si só. Qualquer coisa que escolhemos no armário, inclusive o anel do dedo mindinho, quer dizer alguma coisa para alguém. Conscientemente ou não, montamos o nosso look de acordo com o que queremos que as pessoas pensem da gente.

 

Aí surge uma realidade desafiadora impressa na etiqueta de boa parte do nosso guarda roupa. É muito difícil saber se aquela camisa bonita que até o crush gosta foi, ou não, produzida sob condições precárias de trabalho, com material de baixa qualidade e assim por diante. A notícia assusta, mas nossa memória parece meio seletiva. Vira até piada. Uma vez um conhecido usava uma peça de uma marca que teve seu método de produção ilegal exposto. Alguém comentou o fato e ele retrucou: “e ainda tá desfiando aqui, acho que essas crianças não fizeram direito”. Mudou-se de assunto.

 

Não acho que as pessoas não queiram saber do mundo. Pelo contrário. Qualquer roda de conversa fala do problema social. Todo mundo fica incomodado. Ninguém gosta de contribuir para com a manutenção do preconceito e das desigualdades sociais, mas fazer alguma coisa já é mais difícil. Toda criança quer mudar o mundo. Só que quando a gente cresce, começa a dar preguiça.

 

 

O mundo que compramos

 

Eu sou um jovem que compra diferente do jeito que meus pais compravam. Crise vai, crise vem, a indústria da moda até teve seus picos de alegria. Só que chegou um momento em que as relações de produção e consumo mudaram tanto, que o mundo como um todo se exauriu. E não é nem clichê falar isso. Chegamos a ver casos de países exportando lixo para nações subdesenvolvidas, dado o esgotamento da produção.

 

Diante disso, surgiu uma juventude inquieta que insistia em pautar, na agenda pública, o cuidado com o meio ambiente, com o corpo e com o consumo. O movimento é grande. Basta observar o quanto você conversa hoje em dia sobre coisas que antes mal se falava: mudança climática, slow food, reaproveitamento de lixo e até autoestima. Faça o teste e pergunte no seu mural do Facebook quantos amigos estão matriculados na yoga (e quantos praticam de fato). Me conte o resultado, é pro meu TCC.

 

A moda pode ter um significado

 

No livro “Moda com Propósito”, o autor André Carvalhal fala bastante disso. “Acredito que daqui para frente, as marcas que quiserem garantir seu lugar no mundo terão que trilhar o caminho da iluminação, realizando ações com propósito”, diz ele. Eu mesmo nunca pensei que era possível alinhar a moda com o agir social, com a defesa das pessoas e com a redução das desigualdades. Achava que era só não comprar da marca x que já estava tudo certo. Me surpreendi quando descobri a quantidade de pessoas que reutilizam roupas ou até mesmo produzem com produtos reciclados. É a famosa logística reversa, ou economia circular.

 

​​O André entende propósito como “a declaração da diferença que você pretende fazer no mundo”. Se uma marca tem um propósito, um compromisso social, as pessoas que colaboram com ela são mais do que clientes. “Compram não só porque o produto está na moda, é legal ou tem um preço bom, mas porque acreditam na causa”, conclui.

 

Uma marca que incentiva a produção local, que faça produtos de qualidade, que venda a um preço justo e que cuide do meio ambiente já é uma marca com consciência. Só que é possível ir ainda além.​​

 

Moko: vestir bem e fazer o bem

 

Se você der uma olhadinha pelo nosso site, vai perceber que temos dois grandes projetos que inspiram as nossas coleções: o projeto Moko e o projeto Dois.

 

O primeiro defende a infância de um jeito que nenhum especialista imaginaria. Invertemos toda a lógica do mercado e criamos as estampas a partir de desenhos feito por crianças. Já estava bom assim, mas, ainda, a cada camiseta comprada, outra é doada. No dia da doação as crianças podem criar com tinta de tecido as próprias camisetas e contar a própria história.

 

 

 

O Dois tem um ar de manifesto. A marca acompanha uma instituição e, num processo criativo, monta estampas incríveis diretamente relacionadas à causa que a ONG apoia. Se a organização atende mães em situação de risco social, as estampas resgatam a autoestima feminina e tratam da “Beleza Escondida” de cada uma; se o foco é humanizar o olhar sobre o imigrante e refugiado haitiano, a coleção ganha o nome de um menino do projeto e convida quem usa a contar por aí que o sorriso do garoto “We can Love” é um mundo inteiro de alegria. São várias coleções. Nesse projeto, 100% do lucro da venda retorna para a instituição.

 

Evito me alongar no meu carinho particular por cada peça, mas ressalto a ousadia: cada camiseta estampa uma causa em si só. Isso vai além de comprar bem. É comprar bem, vestindo bem e fazendo o bem. Tudo ao mesmo tempo. Tem mais: o produto é feito localmente, por gente que nem a gente. O tecido é 100% algodão e totalmente brasileiro. Para se fazer uma peça, a Moko desenvolve pessoas, Instituições, comunidades e o comércio local. A moda vira um veículo de transformação da vida.

 

 

#vistaumacausa

 

É aqui que fica o convite para que cada um possa Vestir uma Causa. Ao usar uma camiseta desse tipo, é possível contar uma história de uma criança, de um jovem e de uma família em situação de risco que nasce, sonha e cresce como a gente.

Aqui na Moko, costumamos falar que nós não vendemos camisetas, nós convidamos nossos parceiros a vestir uma causa. Ao vestir uma camiseta nossa, você contribui com a criança que colocou sua criatividade em um desenho e que ganhou uma camiseta, com o artista que pensou a estampa, com a pessoa que costurou a peça, com a Instituição que recebeu o lucro da venda, com a família que participou do dia da doação e, claro, com a causa que a ONG parceira defende. É tanta coisa que o redator até ficou preocupado com o tamanho da frase sem pontuação.

Escolher estampar uma causa que acreditamos no nosso peito é multiplicar o bem. Para ser ousado na moda. Para defender a infância. Para defender as pessoas.

 

#vistaumacausa. Acesse vistaumacausa.com.br e entenda o benefício social gerado pelas nossas camisetas.

Vem com a gente?