Você já deve ter ouvido falar de Economia Criativa

May 2, 2018

Você já deve ter ouvido falar de Economia Criativa, Economia Colaborativa ou até Economia Solidária. Esse novo tipo de negócio procura aliar a criatividade à geração de riqueza, sempre buscando um impacto social significativo. Nós conversamos com a especialista em economia criativa, Patrízia Bittencourt, para explicarmos um pouco mais sobre o tema e como a Moko está dentro de um processo de produção criativo e solidário!

 

 

Moko: Patrícia, qual é a melhor maneira de definir a Economia Criativa?

 

Patrícia Bittencourt: A Economia criativa é o negócio que se cria a partir da criatividade. Mas nem toda atividade criativa é econômica. Ela deve sempre gerar um valor, seja através de bens ou serviços. Mesmo bens intangíveis ou de propriedade intelectual fazem parte deste escopo, desde que todo seu ciclo de criação e produção tenha a atividade como matéria prima.

 

M: Como este tipo de economia faz interface com os negócios sociais e startups?

 

 

PB: Ela é transversal a todas as áreas e faz interface com a tecnologia. As atividades que manifestam conhecimento, cultura e criatividade, quando aliadas ao poder da tecnologia, se expandem de maneira muito rápida.. As startups utilizam novos modelos de negócio, ressignificadas por meio de valores culturais., de conhecimento. As indústrias criativas são grandes setores cuja matéria prima pode ser o artesanato, a moda, o audiovisual, a arquitetura.

Os princípios da economia criativa são: Diversidade cultural, inovação, inclusão social e sustentabilidade. A matéria prima é intangível. Não se vende um produto, mas a história que está por trás dele. Logo, o processo é baseado em ações que se perduram no tempo, melhorando a vida das pessoas, enquanto algo sistêmico e holístico.

Uma boa maneira de explicar isso é olhando para o perfil do empreendedor criativo. Que não tem características do empresário comum. Ele desenvolve, a partir da criatividade, atividades dentro de um ciclo virtuoso com desafios diferentes do mercado tradicional. Eu acredito que a imagem deste negócio é aquele que desenvolve um conjunto de ações que permite que um outro grande número de pessoas e instituições se desenvolvam. Este empreendedor sabe que não existe desenvolvimento sozinho e seu produto permite que outras pessoas se beneficiem.

 

M: Como isso se desenvolve em uma cidade como Curitiba?

 

PB: A economia criativa tem ganhado fôlego porque abrange muitas áreas. Isso tudo cria um ecossistema, um movimento até territorial. Quando a cidade abre espaço para essas manifestações, ela cria um ambiente propício para os criativos se fixarem. Isso é feito a partir de uma estratégia de desenvolvimento territorial. Que são as políticas públicas.

 

A Moko é uma empresa social que desenvolve instituições, comunidades em vulnerabilidade e pequenos produtores locais. Nossos produtos contam histórias incríveis e defendem causas importantes. Por isso nós não vendemos camisetas, nós convidamos pessoas a vestir causas com a gente. A venda das camisetas gera um benefício social direto. Além disso, a produção é toda local e tem um cuidado especial com o meio ambiente. Ah, muitas de nossas estampas são desenvolvidas por artistas locais, em alguns projetos, inclusive, inspirados por desenhos de crianças. A Moko é economia criativa. Vem conhecer a gente!

 

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